quarta-feira, 22 de junho de 2016

Noite afora

Escrever poesia é como tentar descrever o que se passa no ar, As invenções da mente, os momentos que só a gente vive, mas acha que são compartilhados, na medida de nossa invenção, e da criação do outro também. Passar um momento, sentir uma brisa, sentir as sutilezas do momento, que as vezes... cada um percebe de um jeito, de acordo com as intenções e com os sentimentos que carrega em si. Coisas novas acontecendo e a certeza que é preciso se desprender do passado, que as vezes é tão recente, mas novas coisas sempre vêm para nos surpreender e entender que o dia passa para todos. Saber que é importante para um pessoa... ainda que não te convença... ainda que seja preciso de mais tempo para digerir tudo o que se fala... cada momento vai se mostrando e revelando um pouco do que se fala... as vezes nem são preciso palavras. Mas como elas caem bem quando são bem colocadas. Ter sorrisos arrancados pelo acaso... isso é quase uma declaração, de amor ou de amizade... Noite afora pensando no que poderá acontecer no futuro, pois é no presente que se planta para colher os frutos... Essa coisa de responsabilidade, que não seja antecipada, mas necessária... afinal... o que somos nós afinal longe dessa luta frenética de ter um lugar ao Sol? E daí vem a poesia e acalma tudo, põe tudo no eixo e o lugar, o lugar passa a ser aquela lua crescente que encadeia a noite dos namorados, ou dos que estão se conhecendo ainda, que é o meu caso. Mas deixar para trás... traz tantas implicações... espero que novos começos não tragam términos tristes para outras histórias.

Sorrisos urbanos

A gentileza aplaca mais uma face E a sonrisa tão leve e suave Marca a retina de brilho Leve brisa do cerrado Trazendo odores em versos Leve e sutis laços De esperança de trilhos E caminhos sóbrios A sutileza urbana