segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma lembrança de insensatez...

A insensatez que você fez Coração mais sem cuidado Fez chorar de dor O seu amor Um amor tão delicado Ah, porque você foi fraco assim Assim tão desalmado Ah, meu coração quem nunca amou Não merece ser amado Vai meu coração ouve a razão Usa só sinceridade Quem semeia vento, diz a razão Colhe sempre tempestade Vai, meu coração pede perdão Perdão apaixonado Vai porque quem não Pede perdão Não é nunca perdoado

Do que já foi

Tão simples o olhar, Do que já foi. Mas vem a frieza e consome o calor do que já foi. Rói as lembranças como um vento gelado, Rói do passado aquela coisa morna, Do que já foi.

sábado, 16 de julho de 2016

Ouro de botija

Corre a lenda, Nas vias, No sonho, No bueno, En la vida. Corre a vida, O alento, O sonho, Da botija... O ouro perdido, O outro ferido, Como a cruz marcada, Em costas partidas, És la vida. Mistura grossa, De ouro e barro, Como o oleiro, E a lapidação, Entre línguas desfaço, El sueño: De ver tua mirada, De ser o seu compasso, Aqui dentro da carne, Ou do sopro... É quase nada. Me diz... Quem fechou teu peito? Entre rimas e canções: Cessou aquela brisa... Mas ainda leve, Flutua em pensamento, No sonho de botija. Entre ouro e barro, percorrem as falanges... Vejo o sal na pele, O ardor do sol, E a alma leve, E enrosca-te em meu lençol...