sábado, 16 de julho de 2016

Ouro de botija

Corre a lenda, Nas vias, No sonho, No bueno, En la vida. Corre a vida, O alento, O sonho, Da botija... O ouro perdido, O outro ferido, Como a cruz marcada, Em costas partidas, És la vida. Mistura grossa, De ouro e barro, Como o oleiro, E a lapidação, Entre línguas desfaço, El sueño: De ver tua mirada, De ser o seu compasso, Aqui dentro da carne, Ou do sopro... É quase nada. Me diz... Quem fechou teu peito? Entre rimas e canções: Cessou aquela brisa... Mas ainda leve, Flutua em pensamento, No sonho de botija. Entre ouro e barro, percorrem as falanges... Vejo o sal na pele, O ardor do sol, E a alma leve, E enrosca-te em meu lençol...

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